Minha paixão, meu cinema

Estou com aquele sentimento nostálgico de minha infância e juventude. Não tenho tanta clareza desses anos passados que deixaram marcas de saudades dos tempo em que, para mim, a vida não exigia tanto quanto tem feito hoje em dia.

Faz meia hora mais ou menos que coloquei um trecho de uma música de um filme bem antigo. Uma melodia daqueles momentos em que tudo tinha uma certa inocência e ainda mais nas saudades de algo que jamais vivi mas, ficam as cenas dos atores já falecidos, os quais, para mim, atuavam no verdadeiro cinema.

Claro que hoje em dia tudo em seu imediatismo passa tão rápido que, a meu ver, não deixa mais aqueles momentos de emoção que passando os anos sempre buscamos aquelas cenas gostosas de ver e rever, mas não quero generalizar. Eu mesmo, hoje, agradeço imensamente as poucas oportunidades que tive nos meus momentos de uma pequena liberdade quando o que mais me encantava era passar as tardes diante de uma tela de cinema.

Agradeço imensamente em poder assistir duas vezes a forma impressionante com que um exército romano destrói o inimigo, deixando para trás corpos desmembrados e uma floresta verde manchada com vermelho escarlate. Uma trilha sonora que lhe prende atenção e assim nos envolvemos na história de Maximus, um gladiador que, entrando na arena de um coliseu recém-construído digitalmente, nos faz estar unidos às arquibancadas lotadas de pessoas sedentas por sangue.

Poucos anos se passaram para que, naquela época, eu me deliciar na maravilhosa obra de J. R. R. Tolkien. Quando o terceiro e último filme da saga do um anel estava em exibição, meu agradecimento foi intenso por ver tanta beleza em cada personagem, cenários e ainda uma trilha sonora que alimenta minha alma.

Tenho muitas saudades de tudo isso que vivi. Em algum texto meu deixei claro que conheci o cinema bem tarde, em 1996. Eu queria muito bem antes disso ser um forte frequentador das grandes telas cinematográficas e, assim, permanecer nesse vício até hoje, mas as dificuldades que vieram sem piedade não me permitiram continuar presente nesse universo de muito amor.

Bem, logo acima escrevi que eu havia colocado um trecho de uma trilha sonora de um filme antigo. Dirigido pelo excelente diretor italiano Sergio Leone, “Once Upon a Time in the West” – Era uma vez no oeste, um filme de 1968, traz uma obra de uma família dizimada por um matador por serem donos de uma terra onde seria construído uma estrada de ferro.

O que ninguém sabia era que o pai dessa família era viúvo e havia se casado com uma prostituta. Assim, ela passa a ser a dona do local, sendo protegida por um atirador que, surgindo em cena, toca uma gaita soando uma melodia ameaçadora anunciando seu destino que é ir em busca do matador cruel.

Quando assisti esse filme pela primeira vez, encantado pelas atuações de grandes atores hoje já falecidos, fez de mim um apaixonado por filmes clássicos. Três principais atores que nos deixam verdadeiros tesouros com suas obras. Tenho bem pouco conhecimento desse universo que tanto amo, porém o pouco que conheço é para mim algo que jamais deixo morrer.

Henry Fonda, um mestre na arte cinematográfica, nascido em 16 de maio de 1905 e falecido em 12 de agosto de 1982, dá a mim aquela sensação saudosista de sua excelente atuação nas telas de cinema. Deixou muitos filmes que merecem grande respeitabilidade, os quais são dignos de grandes premiações.

Charles Bronson, nascido em 3 de novembro de 1921 e falecido em 30 de agosto de 2003. Havia um médico que trabalhava aqui que eu o considerava um pai. Na época de minha infância e juventude, ele usava um bigode e para mim se assemelhava muito com Charles Bronson.

Esse ator maravilhoso, o qual desde seu primeiro filme que ví, “The White Buffalo” (O grande búfalo branco), de 1977, fez de mim um apaixonado por seus filmes, sendo em sua maioria um bravo justiceiro lutando pela vida das pessoas abusadas por assassinos cruéis.

Quando garoto, eu não prestava muita atenção em tudo ao meu redor. Meus interesses na televisão se resumia a poucos desenhos e séries de aventuras ou Ultraman matando monstros. Mas, havia uma certa curiosidade que não somente na TV, mas também despertava em meu corpo certos desejos.

Ver na TV as belas mulheres que em suas sensualidades me fascinavam e assim Claudia Cardinale me encantou os olhos com sua beleza e formosura. Nascida em 15 de abril de 1938, ela nos deixa obras maravilhosas que merecem ser vistas e, assim, provar que o cinema não é somente grandes efeitos visuais e sim momentos de doce beleza e uma sensualidade sutil.

Esse filme, Era uma vez no oeste, faz-me lembrar de momentos deliciosos de minha vida. Hoje tudo mudou, minha vida mudou, o cinema mudou.

É realmente difícil ter de aceitar isso, mas temos que mudar. Nossas vidas, ao passar do tempo, passa por transformações e temos que estar preparados para quando algo inesperado surgir.

Minha mente trabalha praticamente 24 horas por dia e acredito que até mesmo em minhas noites mal dormidas. Como eram gostosos o tempo que eu assistia na TV as enrascadas engraçadas de Harold Lloyd. Sim, esse ator norte americano nasceu em 20 de abril de 1893 e faleceu em 8 de março de 1971. Dava gargalhadas com suas atuações perigosas e, acredite, ficava extremamente triste que seus filmes paravam de passar.

Assim também era com o encantador e maravilhoso Charlie Chaplin, nascido em 16 de abril de 1889 e falecido em 25 de dezembro de 1977. Eu ficava hipnotizado pelos seus filmes e hoje mesmo tenho uma pequena coleção de suas obras, além de dois livros de sua vida.

E assim o pouco que sei do cinema compartilho com vocês, porém sei de um pouco mais do que vocês leram, mas serão textos para outros momentos.